logo

LISTA NA INTERNET

STF delimita que apenas pedófilos condenados poderão ser expostos pelo Estado

O Supremo Tribunal Federal foi acionado pelo Governador do Estado de Mato Grosso.


Por Vinicius Mendes | GD

img

Foto: Daniel Ferreira | Metrópoles

Decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) impôs que apenas pedófilos ou agressores com condenação transitada em julgado poderão ter seus dados inseridos em uma lista pública na internet. Duas leis de Mato Grosso estabelecem a divulgação do cadastro até mesmo de pessoas suspeitas ou indiciadas, porém o STF entendeu que isso fere a presunção da inocência, prevista na Constituição Federal.

• Clique aqui e receba notícias no WhatsApp

A ação direta de inconstitucionalidade foi proposta pelo Governo de Mato Grosso contra as leis estaduais 10.315/2015 e 10.915/2019, que instituem um cadastro estadual de pessoas suspeitas, indiciadas ou já condenadas por crimes contra a dignidade sexual praticados contra crianças ou adolescentes, e a veiculação na internet de uma lista de pessoas condenadas por crimes de violência contra a mulher praticados em Mato Grosso. O cadastro seria mantido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

 

A disponibilização das informações constantes nos cadastros fica restrita aos órgãos públicos, a critério da Sesp, até que venha a condenação, para crimes contra crianças e adolescente, ou trânsito em julgado para crimes de violência de gênero, sendo que então o acesso à lista passa a ser aberto ao público geral.

 

Ao analisar o caso o relator, ministro Alexandre de Moraes, viu pontos positivos nas leis.

Matéria relacionada: Governador aciona STF contra criação de cadastros de pedófilos e condenados por violência contra a mulher

“Podem inclusive contribuir para o encaminhamento de novas investigações penais, além de constituírem informações de interesse da própria sociedade, que tem um legítimo direito de conhecer e de se informar sobre a prática desses crimes em sua região”.

 

No entanto, ele pontuou que a Constituição Federal garante a presunção de inocência aos suspeitos que ainda não foram condenados.

 

“Incluir o ‘suspeito’ e o ‘indiciado’ em um cadastro público apresenta-se como medida excessiva ao quanto pretendido, por difundir, ainda que de forma restrita, um estado relativo a determinado agente que ainda não foi submetido a um juízo condenatório [...] Delimitar que o Cadastro Estadual de Pedófilos seja constituído a partir de dados do agente ‘já condenado’ atende a finalidade pretendida”.

 

Ele destacou ainda que o inciso LVII do artigo 5º da Constituição estabelece a presunção de inocência como “um dos princípios basilares do Estado de Direito”. Com isso o pedido foi julgado parcialmente procedente para declarar a inconstitucionalidade apenas da expressão “o suspeito, indiciado”.

 

FALE COM O POPULAR ONLINE

Para falar com a redação do Popular Online, mande uma mensagem pelo WhatsApp. Curta o nosso Facebook e siga a gente no Instagram.


EDUCAÇÃO SUPERIOR

Mato Grosso teve 7,7 mil aprovados no Sisu 2026

Estado preencheu 97% das vagas ofertadas. Ao todo, mais de 1,8 milhão de pessoas se inscreveram no Sistema de Seleção Unificada. O bacharelado em medicina, da Universidade do Estado de Mato Grosso Carlos Alberto Reyes Maldonado (UNEMAT), foi o curso mais concorrido


BLACK FRIDAY E NATAL

Transações nas máquinas de cartões do Sicredi registram recorde

Transações somadas nessas duas datas ultrapassaram R$ 15 bilhões, com crescimento em todas as modalidades de pagamento


ELEIÇÕES 2026

Advogada cacerense é lançada como pré-candidata a deputada federal pelo Novo

O Partido Novo definiu, em reunião realizada nesta quarta-feira (04), que a advogada cacerense Débora Pacheco será a representante da sigla em Cáceres nas eleições de 2026 como pré-candidata a deputada federal. A decisão redireciona o projeto inicial, que previa uma disputa por vaga na Assembleia Legislativa, e passa a concentrar esforços na busca de votos em toda a região...

Ver mais

O que é Urgente, não pode esperar! Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba alertas de notícias.